Verborragia sem concessões

March 28, 2006

A BANALIZAÇÃO DA SAUDADE

Filed under: comportamento, relações sociais - Carlos @ 4:27 pm

O caso é verídico, mas obviamente não citarei nomes, velha história de preservar identidades e ocultar fontes. Defeito pra uns, qualidade pra outros(afinal, consigo me manter informado), eu sou um dos grandes fuxiqueiros do orkut. Verificando alguns scraps, eu consigo perceber uma sinalização quase patética de algumas pessoas em afirmarem a amizade com as outras por base de palavras de incentivo que beiram a babaquice. Vou explicar.

Eu sou um cara simpático até certo ponto. Não tenho vocação que algumas pessoas têm de ser o que eu chamo de “Rainha da Festa da Uva”. Saca, a princesa gringa polenteira, vermelha, maquiagem já borrada, tendo que ser atenciosa com todos, abanando pra multidão com um sorriso forçado? É, não sou assim. Às vezes, há uma falta de compreensão no modo com que encaro minhas relações. Eu sou legal a princípio, mas não gosto de encher as pessoas de elogios descabidos apenas pra comprovar, de fato, que eu gosto dela. Não é comigo. Então, o que eu escrevo ou falo a respeito, vem com uma sinceridade absurda.

Também sou um profundo crítico das relações e das pessoas que me cercam. Afinal, a gente realmente anda com quem quer? Ou simplesmente se move porque precisamos? Na verdade, é simples, e mesmo assim, é encarado por todos como defeito: se eu não gosto, não demonstro. Não preciso tratar mal, não tem porque romper as coisas. Só não gosto e ponto final. Sempre haverá um motivo(afinal, quem é unânime?). Às vezes é pura antipatia à primeira vista, pode ser uma rejeição da outra pessoa pelas tuas condutas, ou, em algum caso, a pessoa te tratar mal ou ter feito algo bastante grave a ti. Nestes últimos casos, elas abrem precedentes pra que eu fale mal delas.

Pelo lado positivo, não gosto mesmo de declarações diárias de amor, de elogios enlouquecidos aos outros, esse tipo de coisa. Prefiro somente ser legal, tratar bem, sorrir e ser solidário. Aí está a palavra chave. Solidariedade. Os atos de espontênea vontade que têm como intenção ajudar o próximo são bem menos valorizados do que as palavras de carinho. Quer dizer, ajudar é bem pior do que puxar o saco, simplificando a situação. Babar o ovo segura amizade sim senhor. Bajular, encher a bola, passar a mão, tudo isso conta bem mais do que apontar erros, indicar direções, criticar buscando um aperfeiçoamento.

É quando a honestidade é deixada de lado em troca da política de boa vizinhança. É como se apaixonar por um político pelo número de beijos em crianças que ele dá na campanha. É preferir quem esconde o próprio sentimento buscando não interferir(e nem contribuir para a melhora) do ambiente do que estourar e nisso acontecer um resultado que todos aproveitem.

Toda essa desconfiança nas relações se reflete em atos basicamente de pura carência de sentimentos. É preciso provar a todos que eu gosto dele, dela, e vice-versa. E mais, pra que ele/ela acredite nisso, é melhor contar pra todo mundo. Eu até entendo quando as pessoas trocam recadinhos diários jurando amor eterno em alguns casos, como casais que estão começando namoro ou casais apaixonados ou ainda quando se está a fim de ir às chamadas “vias de fato” com alguém. O “te amo”, “te adoro” e “saudade” tem sua importância e até é fundamental para a consolidação da imagem para com o outro, já que é preciso solidificar a relação e fortalecer o convívio.

No caso de amizades recentes, tem dois casos: ou é hipocrisia ou é deslumbramento. O deslumbramento é fácil de identificar. É óbvio que na nossa trajetória a gente cruza com pessoas extremamente interessantes. E não necessariamente pessoas que despertariam nosso interesse sexual ou amoroso, mas pessoas que a gente admira ou gosta de estar. Por que diabos então, não demonstrar isso com atitudes discretas, com a doação de sentimentos? Por que temos que confirmar o “te adoro” o tempo todo? Acreditem, amizades que começam com um “te adoro” constante em todo momento não duram. Pelo menos comigo, não colou. Deslumbramento, que passa. Normal. Hipocrisia é quando o “te adoro” tem como intenção se valer da pessoa para seu próprio bem. Tirar algum proveito, usar da boa vontade para suprir uma carência, que não se sabe lá de onde vem.

Agora, a manifestação mais hipócrita de todas é a “Saudade”. Dizer “saudade” para alguém que eu vi há dois dias é de uma falsidade gritante. É meio frio esse pensamento, eu sei. Talvez até amargo, e de se pensar que eu não tenha saudade. É claro que eu tenho. Todo o tempo, de várias pessoas, de situações, de fatos. Mas eu não me sinto a vontade em colocar isso publicamente. Para os outros. Não, isso não existe.

Então, pensem bem quando forem manifestar saudade pra alguém. Ou um sincero “Eu te amo”. É preciso convivência, é preciso cumplicidade e conhecimento completo da pessoa para que estes sentimentos existam. No resto, ou se quer CONQUISTAR a pessoa ou é deslumbramento puro. Já passei da fase de me deslumbrar com as pessoas. Por mais que haja uma simpatia impressionante logo de entrada, jamais sairia dizendo a ela que estou com saudades e que o convívio com ela é viciante. A saudade só se torna palpável quando se tem uma longa estrada percorrida de intimidades e vivências.

E o mais interessante: quando é o deslumbramento, enquanto mais se convive, menos manifestações ocorrem. Ou mais: quando alguém que antigamente pertencia a esta “panelinha”, é simplesmente deixado de fora porque não conseguiu se deslumbrar. Ou apenas porque foi sincero. É, sincero, honesto e comedido na troca de afetos. Para se inserir no contexto, é preciso “dar a graça”.

Eu até pareço antipático, mas meus amigos não acham. Eles me conhecem e sabem que quando precisar, vou estar apto a elogiá-los, auxiliá-los e ser gentil com eles. Ser humano: às vezes estamos bem, outras vezes estamos mal. Quando se trata alguém que se ama bem o tempo todo, é porque alguma coisa está errada. E até o teu amigo saberá perceber que não é o teu dia, e ele irá ajudá-lo na maior sinceridade do mundo.

Uma última sobre estas pessoas: elas são pouquíssimo interessantes. Necessitam da atração dos outros por motivos basicamente imbecis. Não têm o mínimo charme, um sarcasmo necessário para que haja o interesse, são sem sal, sem gosto e sem paladar. Saudade? Por que? Por que ela te deixa com saudade? Porque é legal! Ah… ok. E ainda, são voláteis. Hoje, a saudade, amanhã, difamação geral por falta de compreensão do erro humano. Afinal, é preciso manter a boa vizinhança, correto? É preciso manter o “ti adoruuu”, a “saudadeee”, e se isso acaba, já é um motivo certo para que a relação morra. Viva a falsidade, não?

Meu ponto de vista provavelmente seja amargo demais e isso poderá gerar uma compreensão errada dos fatos. Mas tudo bem, não estou aqui pra fazer média com ninguém. Ódio, rancor, amargura? Nada disso. Somente o olhar de fora, de espectador, feito por alguém que não acredita que as relações sociais estejam no PAÍS DAS MARAVILHAS. Já pensei diferente. Hoje, estou me doando a quem está adepto à cumplicidade e à honestidade. E, ao contrário do que possam imaginar, gosto muito de conhecer novas pessoas e fortalecer novas amizades. Sem bajular. Só conquistar por méritos próprios, por empatia e atos. Pra que, depois de um longo tempo, eu possa sentir e afirmar, em letras garrafais, que eu estou com SAUDADE dessa pessoa. Antes? Como? Se eu mal a conheço.

TÁ E AE?

Filed under: fuçando pra aprender - Carlos @ 5:13 am

Parece que meus posts sumiram

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Uptade: tá tudo bem.

March 25, 2006

A HISTÓRIA DO BRASIL APLICADA À BOCA DO LIXO

Filed under: fuçando pra aprender, jornalismo - Carlos @ 4:33 am

Devido ao trabalho de conclusão de curso, que aborda a produção da Boca do Lixo, movimento cinematográfico paulista que durou quase três décadas, mergulhei profundamente no período histórico brasileiro que compreende principalmente o período 64-85, os anos de chumbo do Brasil.
Quando comecei este trabalho, que recém está com 30 páginas, acreditava que iria deter meu foco, sendo curto e grosso, na PUTARIA. Afinal, é fácil linkar a Boca do Lixo com a pornochanchada, com o erotismo, com o mulher pelada + palavrão.

No entanto, as pesquisas e descobertas me levaram a um panorama muito mais rico. Além de desmentir completamente meus conhecimentos(que, admito agora, ainda são superficiais) sobre a Boca do Lixo, tive que enfrentar novamente toda a riqueza do período histórico da época. Confesso que minhas expectativas estão sendo superadas.

Ao iniciar um trabalho de monografia, geralmente a gente pensa que o troço é um pé no saco. Ou então, vamos escolher um assunto que a gente domina pra que seja fácil. No meu caso, nenhum dos dois se confirmou. Escolhi o assunto, mas ele é bem mais complexo e interessante do que parecia. A Boca do Lixo começa com um filme chamado “A Margem”, que é uma obra prima no contexto do Cinema Marginal brasileiro. Junto com “A Margem”, dirigido por Ozualdo Candeias, chegam “Filme Demência”, de Carlos Reichenbach e, principalmente, “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla. As três obras são a antítese da pornochanchada e, logo, não se vislumbra nada do que parece ser a Boca do Lixo. É o submundo mostrado numa crueza que impressiona. Aliás, acho que alguns nomezinhos do cinema atual deveriam assistir a estes filmes. É choque, busca, loucura generalizada. Cortes bruscos, interpretações improvisadas, fotografia saturada, diálogos desconexos, narrativa sem pé nem cabeça.

O ano chave é 1968, o ano de surgimento da Boca(”Bandido” foi o primeiro inteiramente rodado na Boca). Afora questões estéticas, e extremamente intrigantes, tive que reler “1968 - O Ano que Não terminou”, de Zuenir Ventura. A história do Brasil, e principalmente a história republicana recente, é absolutamente fascinante. Rica em todos os detalhes, forte em todos os movimentos. Realmente se atingia. Realmente se fazia algo.

Vi, pois, o final de JK. Eu achei uma bosta completa, considerando vários clichês compreensíveis(há de se ter toda uma adaptação para o FOLHETIM, já que a audiência gosta da choradeira), como todas as reconciliações possíveis no funeral, a galera cantando “Peixe Vivo” em côro, a Sara Kubitchek debruçada sobre o caixão, o perdão e a comoção popular. É mal dirigido, mas, enfim, é minissérie global, devemos entender. Apesar disso(e por incrível que pareça, foi o ÚNICO capítulo que assisti), dá pra se ter uma idéia do que acontecia com o Brasil na época.

Eu queria estar lá. Queria ver a ditadura de perto. Queria sentir tudo o que rolava nos anos setenta, fazer parte, ser testemunha ocular da história. Não sei se eu teria colhões pra fazer algo, pra realizar algo importante. Toda essa pesquisa me transmite esta vontade. Queria mesmo.

Há de se desmentir alguns mitos. Glauber Rocha foi o grande gênio da época, mas nem ele estava tão preparado assim. Quando do lançamento de “A Margem”, o baiano torceu o nariz. Nem ele acreditava no poder daquele filme completamente absurdo produzido por um cara de vinte e poucos anos, sem qualquer conhecimento cinematográfico, e rodado numa zona de putas e traficantes de drogas. Outro paradoxo: os “marginais” Sganzerla, Candeias, Reichenbach e Neville D’Almeida(Matou a Família e Foi ao Cinema) criticaram duramente a postura da Boca nos anos 70, quando, pela metade da década, nomes como Jean Garret, Ody Fraga e David Cardoso começaram a pegar pesado na putaria, produzindo três filmes por ano sem qualquer qualidade ou conexão com o que eles pretendiam com o movimento.

Tá sendo legal. Irei publicá-la assim que der. O mais interessante é que a gente pensa que conhece, quando na verdade, o furo é bem mais embaixo.

March 20, 2006

TOP 10 CHUCK NORRIS

Filed under: alegria - Carlos @ 3:30 pm

Agora tem em português, mais de 300 verdades sobre o mestre.

Meu TOP 10:

10 O sorriso de Monalisa? Foi Chuck Norris.

9 Pense em uma mulher gostosa. Chuck Norris já comeu.

8 Chuck Norris perdeu a virgindade antes do pai.

7 A Torre de Pisa curvou-se uma vez para Chuck Norris e nunca mais se atreveu a levantar.

6 Os dinossauros olharam torto para Chuck Norris uma vez. Uma vez.

5 Chuck Norris toma banho no sol. NO SOL!

4 Chuck Norris inventou o sexo, as drogas e o rock n’ roll. Nessa ordem.

3 98% das mulheres americanas perderam sua virgindade com Chuck Norris. 2% das mulheres americanas são da família Norris.

2 O nome original da Bíblia era “Chuck Norris and Friends”.

1 Chuck Norris ganha do espelho no par ou ímpar. Pedindo ÍMPAR.

Coloque lá seu e-mail e envie sugestões. Nada é mais engraçado em todo o planeta.
NADA.

March 8, 2006

DIA DA MULHER

Filed under: relações sociais, amor(?) - Carlos @ 4:09 pm

Ao contrário do que muita gente pensa, não acho uma bobagem a comemoração de datas estipuladas em homenagem a determinados assuntos. Gosto do Natal. Mais ainda de celebrar o Ano Novo, que simbolicamente é o início de uma nova caminhada. Acho válido o Carnaval, a Páscoa, Independência, Proclamação da República, Finados. Feriados que quebram uma rotina, concedem uma respirada. Não sou aquele hipócrita que argumenta que feriados atrasam nossa economia em um dia, que o importante é a produção, o trabalho, etc. A reflexão também é necessária para nossa evolução, e às vezes ela pode se dar através de uma simples pausa. Como num feriado.
Além disso, valorizo as datas. Somos a soma dos nossos dias vividos. Portanto, se lembrarmos de datas exatas, ou anotarmos, saberemos que determinado dia foi especial. Faço isso. Se puxar 23 de dezembro de 1994, sei que teve Brasil x Iugoslávia no Estádio Olímpico. Que fui no jogo, e, apesar de não ter acontecido nada de extraordinário, foi um dia especial, pelas amizades, pela cor, pelo calor e pelos acontecimentos. A lembrança é minha, e não necessariamente as coisas aconteceram daquela maneira.

“Nunca se conta a história do jeito que aconteceu, mas sim do jeito que a gente se lembra” (Charles Dickens, Great Expectations)

Para mim, o dia teve a coloração azul. Mas poderia ser amarelo.
Não vou aqui ficar discutindo a respeito das supostas igualdades entre homens e mulheres. Como todos sabem, sou defensor de uma cultura que se estabelece há séculos, e que convenientemente me favorece. Homens, mulheres, crianças e idosos, pelas diferentes capacidades físicas, emocionais e estruturais, devem ter seus privilégios e suas restrições. Seres humanos são iguais, mas quando há uma diferença biológica, há sim de haver uma distinção entre eles. A separação de direitos, valores e comprometimentos não se dá pela cor, gosto ou classe social. Se dá pelas diferenças biológicas. Portanto, creio que as igualdades gerais são absolutamente utópicas.

Não gosto de copiar texto. Entretanto, há exatamente um ano, o Cardoso escreveu algo sobre as mulheres que representa exatamente o que eu penso a respeito delas.

Não tem nada na minha vida que seja mais importante que a MULHER.

E não falo com meu FALO quando disso falo: não é só da EROGINIA feminina que está contaminado meu interesse. A verdade é que há quem muito me estranhe quando digo que eu mais gosto é do PROBLEMA. Do AZUCRINO. Da DEMORA. Da DIFERENÇA. De tudo aquilo que eu não tenho.

Eu não sei nada sobre a mulher, mas eu gosto de pensar que estou aprendendo. Gosto de olhar pra ela. Observá-la. Fazer de conta que entendo o que estou LENDO nos sorrisos, no triste das sobrancelhas, no ângulo do queixo que me aponta, nos ruídos estranhos que emite quando quer e quando não quer dizer alguma coisa. Fico prestando atenção pra saber o que fazer no próximo movimento, mas, no próximo movimento tudo MUDOU, tudo é diferente, eu sou, novamente, ignorante.

Eu gosto de manha, de birra e pirraça. De esperar meia hora um trocar de vestido. De errar por quilômetros meu caminho. Gosto de cuidá-la doente, fechar os olhinhos insones, ouví-la roncar noite afora. Gosto de sentir cheiros e sabores causadores de rubores, conhecer os mais vexatórios pormenores, abraçá-la com medo ou com dores.

Gosto de comprar flores. Preparar pratos simples e delicados, grandiosos e complicados. Fazer massagens. Ouvir gemidos. Sabê-la alegre e sabê-la louca. Gosto do gosto da boca e do jeito que ela me vê e que me toca. Gosto de comprar pipoca e entradas pro cinema. De antecipar as preferências, fazer surpresas, limpar a casa, lavar a louça, botar a mesa. Gosto de ter dúvidas e de ter certezas.

Gosto dela.

Ela já não gosta mais de mim.

Mas eu gosto dela mesmo assim.

É isso que eu penso.
Dizem que eu sou machista. Dizem que eu sou homofóbico. Dizem que eu virei covarde. Dizem que eu fiquei amargo, ou azedo. Ou que eu me esqueci. Ou que eu não sei mais. Dizem que eu as considero inferiores.
Apesar da minha divergência com algumas mulheres, eu ainda sou romântico. Talvez a negligência destas qualidades e a necessidade de algumas delas em provar não sei o quê na base do custe-o-que-custar façam com que, às vezes, eu seja tão contrário a certas atitudes. Mas no final das contas, a essência feminina é insuperável.

Pois como disse o Cardoso, e nisso eu assino embaixo:

Não tem nada na minha vida que seja mais importante que a MULHER.

E acrescento: se um dia houve felicidade plena na vida de um homem, só foi por causa de um motivo.
E você sabe qual é. Mesmo fazendo a gente de bobo, vocês são demais.

March 6, 2006

CRASH

Filed under: cinema - Carlos @ 5:10 am

Coloquei no post antes do Oscar que, na minha opinião, Crash foi o melhor filme de 2005.
Fiquei surpreso quando o Jack Nicholson anunciou o filme como vencedor. Pensei que era arreganho, como na brincadeira com o “Good Night and Good Luck”, por sinal, muito engraçada.
Eu torci e gostei. Achei mais filme. Achei justíssimos os prêmios para Crash. O filme se sustenta com um roteiro excepcional, uma montagem perfeita e uma ótima direção.
Será revisto nos próximos dias.

March 4, 2006

A LISTA

Filed under: cinema - Carlos @ 4:15 am

Bom, aproveitando que o Oscar é amanhã, tradicionalmente estou fazendo a lista dos 10 melhores filmes PRODUZIDOS em 2005. Não os que eu vi no ano, mas sim os que foram feito, e que poderiam estar aptos a concorrer neste oscar.

1- Crash - No Limite
2- Sin City
3- Brokeback Mountain
4- Capote
5- O Jardineiro Fiel
6- Batman Begins
7- Syriana
8- Boa Noite e Boa Sorte
9- Virgem de 40 anos
10- Munique

Falhas no currículo(faltou ver): Noiva Cadáver, Marcas da Violência, Manderlay, Johnny e June e 2046.

Piores do ano:
1- Guerra dos Mundos
2- O Chamado 2
3- Os Irmãos Grimm

Ficaram de fora da lista, mas merecem honras: Dois Filhos de Francisco, Match Point, Elizabethtown, Luta Pela Esperança e King Kong.

Crash é o melhor filme do ano, mas Brokeback Mountain ganha.

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