Verborragia sem concessões

July 21, 2006

DIRIGI KANANGA DO JAPÃO

Filed under: alegria - Carlos @ 6:01 am

KANANGA DO JAPÃO
Manchete - 21h30

de 19 de julho de 1989 a 25 de março de 1990

208 capítulos

novela de Wilson Aguiar Filho

colaboração de Leila Miccolis

baseada na idéia original de Adolfo Bloch e Carlos Heitor Cony

direção de Tizuka Yamasaki, Carlos Guimarães, Marcos Schechtmann e Wilson Solon

direção geral de Tizuka Yamasaki e Carlos Guimarães

Foi muito bom ter trabalhado com a Tizuka.
Volto ao ramo das novelas em breve.

Tem coisas que só a REDE MANCHETE fazia por você, não adianta.

é.

Filed under: comportamento, música, saudosismo - Carlos @ 4:45 am

O Nirvana estourou em 1992, de fato. Lançaram Nevermind em 91 mas estouraram em 92. Pensa em uma pessoa com 27 anos em 92.

Hoje essa pessoa teria 41 anos.

Ela se chocou?

Eu tenho 27 anos em 2006.

Resumo: o tempo traz a normalidade. As verdadeiras revoluções só acontecem quando somos jovens.

Eu não sou mais jovem.
Nenhuma revolução vai me chocar.

Sobram as contas, as histórias e as lendas.

Tá acontecendo alguma revolução? Com pessoas de 14, 15 anos?

Sei lá, tô por fora.

July 13, 2006

CONSIDERAÇÕES MUSICAIS QUE NÃO FAZEM NENHUM SENTIDO, PENSANDO BEM (depois de escrever tudo)

Filed under: música - Carlos @ 6:32 am

Eu acompanho música com uma proximidade peculiar há mais ou menos quinze anos. Já tive todas as fases, já conversei com pessoas que gostam de todos os estilos dentro de um contexto pop-rock e suas variações. Posso dizer que eu conheço um pouquinho de cada coisa e por isso já tive minhas paixonites repentinas por vários desses estilos: já fui metal, já fui indie, já fui grunge, já fui punk, já fui rock farofa, já fui hardcore, hard-rock, power pop, melódico, lo-fi, rock puro, folk, pop, MPB, rockabilly, rock nacional e até, pasmem, admirador de rap, hip hop, emocore e de vozes femininas americanas dos anos 90, mas não levem muito a sério isso não. Fato: eu conheço, já ouvi, já gostei e já desgostei. Ou gosto. Sou capaz de dizer que dentro das vertentes do rock a única que eu não consegui realmente gostei foi o tal do post rock.

No entanto, a última delas a qual me rendi é o rock progressivo. Me refiro ao progressivo clássico, aquele virtuosismo sem precedentes dos anos 70. Rick Wakeman, Emerson, Lake and Palmer, Pink Floyd, Genesis. Confesso: me rendi ao progressivo. E nem foi por causa da morte do Syd Barret, que não era progressivo, mas era do Pink Floyd. É que simplesmente consegui entender a essência de tantos dedos no meio daquela loucura que eram os 70.

Baixei o “Dark Side of the Moon” e gostei. Baixei o “Wish you were here” e gostei até mais. Foi quando entendi os motivos que fizeram durante tanto tempo da minha vida ter simplesmente abominar Pink Floyd. Eu não entendia. Eu era somente jovem. Jovens que hoje escutam, sei lá, My Chemical Romance ou Simple Plan. A diferença é que eu ouvia Alice In Chains e Blind Melon. São melhores, mas quem sabe na minha ótica? Quem ouve My Chemical Romance não saberia entender Pink Floyd. Não saberia assimilar o conceito, os acordes, a melodia, a letra, a viagem completa, um lirismo disfarçado de técnica apurada, quando a gente sabe que toda aquela técnica deles era utilizada para a construção desse lirismo.

Depois de assimilar o Pink Floyd, o Yes, o Jethro Tull e o Genesis (até com o Phil Collins cantando), resolvi fazer uma lista do que ainda me soa bom nestes quinze anos acompanhando o rock. Caí da cadeira: as bandas que eu ainda gosto hoje são de um senso comum rasteiro. As melhores pra mim são as melhores pra todos. Dividi meu gosto. Entre as bandas de senso comum, dada importância pra história do rock e pela magnitude que obtiveram com o passar do tempo, de valor inegável e que, ao meu ver, DEVE soar bem em qualquer ouvido que realmente goste de música. A outra parte é a minha preferência pessoal. Bandas que serão eternas pra mim, que por algum motivo extremamente particular eu não deixarei de ouvir nunca: Rage Against the Machine, Helmet, Smashing Pumpkins, Soundgarden, Faith No More, Pixies, e vai a lista meu filho. E tem o Jeff Buckley também, o maldito Jeff Buckley que compôs as mais lindas canções dos anos 90 e resolveu se afogar. Maldito! Gênio!

Se há uma transformação na vida, há certamente uma transformação na minha vida musical. O crescimento me permitiu ouvir os progressivos e, de certa forma, admirá-los. O crescimento me permite ouvir a tal da My Chemical Romance e simplesmente rir dos caras. Não é ruim, nem bom, é meio patético uns neguinhos emocionados cheio de maquiagem cantando sobre amor. Viadagem nos anos 2000 não choca ninguém. Prefiro o Bowie dos anos 70.

Tô vendo a MTV e tá dando uns clipes de rock. Vi Aqualung, do Jethro Tull. Insano. Excelente. Vejo Freedom, do Rage Against the Machine. Perfeito. (anger is a gift). De certa forma, é uma sensação confortante saber que hoje eu não preciso correr atrás de bandas novas, e que estas todas que construíram meu gosto já são suficientes para me manter apaixonado por música.

Pensei nos shows também. Os dois shows que mais me emocionaram eu vi pela TV: Faith No More, Rock In Rio 2, 1991. Choque.

O segundo foi de um velho canadense que abalou as estruturas deste país em 2001, no Rock In Rio 3. Ele se chama Neil Young, mas por estas bandas eu ainda prefiro chamá-lo de semi-deus.

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
A seleção do meu ipod é engraçada. Tem coisas tipo WU TANG CLAN, TUPAC e BONE THUGS N’HARMONY, hip hop pegado e gangster pra caralho. Tem RACIONAIS. Sai do rap e vai pra algo mais mudérrno, tipo FROU FROU. Segue uma tendência do novo século e passa por YEAH YEAH YEAHS, SNOW PATROL e ARCADE FIRE. Sai daí e vai pra VIOLENT FEMMES. Passa por HELMET, RATM, BEASTIE BOYS, SMASHING PUMPKINS, FAITH NO MORE, PIXIES e ALICE IN CHAINS. Favoritas eternas da casa. Tem GUNS N’ROSES, é necessário. Tem HOLE, mas é só uma música. Tem NEIL YOUNG, óbvio, e tem também JEFF BUCKLEY. Tem CLASH e POLICE, porque são foda. Algumas coisinhas dos anos 90, vai lá, PLACEBO e TEENAGE FANCLUB. Alguns clássicos de sempre, como RADIOHEAD e R.E.M, que já adquiriram esta condição. E tem, de certa forma, algumas músicas que eu gosto, e bastante, de bandas que eu gosto, e bastante. Tem GOO GOO DOLLS, SOUL ASYLUM, WALLFLOWERS e GIN BLOSSONS. Eu gosto. Avisei.

Ah, tem Ivete Sangalo, P.Diddy, Lisa Loeb, Madonna, Vanessa da Mata, TLC e Daniela Mercury.

O passar dos tempos te faz um discernimento de dividir as coisas simplesmente entre “bom” e “ruim”. E te dá a permissão de ouvir um monte de coisa do segundo grupo com uma falta de preocupação absurda.

Update: tava passando clipe de rock porque é o Dia Mundial do Rock, e eu nem sabia, ou lembrava disso. Na real não importa.

July 11, 2006

THUMBSUCKER

Filed under: comportamento, cinema - Carlos @ 6:14 am

Me agrada o minimalismo no cinema. Ao contrário de grande parte dos freqüentadores de filmes, o que me emociona não são os grandes lances. O mínimo é o que faz chorar. Os pequenos detalhes, o pequeno instante, o momento. Uma pequena cena, um diálogo simples que diz tudo. Um breve olhar, um piscar de olhos sincero.

Impulsividade é mínimo e absolutamente comovente. Um dos melhores filmes que vi neste ano, fala de um garoto cujo vício é chupar o dedo. Esse rótulo não é muito bem vindo e o menino tem, por causa do mau hábito, dificuldades com as garotas e uma exclusão social. A partir do momento em que ele larga o vício, toda sua confiança retoma e ele consegue atingir seus objetivos de acordo com o seu dom. É como se sua trava fosse o dedo na boca.

Acabo de ver o filme e fico pensando em qual seria a minha trava. Será que eu tenho alguma trava? Tenho objetivo? O que diabos eu tô fazendo com a minha vida? O que será de mim?

Cheguei atrasado ao ponto em que eu estou. O meu primeiro semestre foi cercado de confusões, mas acima de tudo, de objetivos e planejamentos bem traçados. Eu cheguei ao fim destas duas etapas básicas, com relativo sucesso: finalizo a Copa do Mundo tendo realizado um bom trabalho e concluo meu curso, depois de oito anos de agonias, quase desistências, decepções e de lembranças que ficarão para sempre.

Mas é engraçado o jeito de como tudo isso chegou ao fim. E foi tudo ao mesmo tempo. Estabeleci uma marca para o fim de tudo: primeiro de julho, dia em que o Brasil perdeu para a França, metade do ano. Meu domingo posterior à derrota brasileira na Copa foi de um intenso vazio que tomou conta da indignação natural pela eliminação da seleção. Acabava uma etapa na minha vida, acabava meu primeiro semestre de 2006, que foi pensado, elaborado, como um objetivo que foi alcançado. O fim não teve lá suas glórias. Teve o fim e um reinício forçado. A máquina pára só na minha imaginação. Para os outros, o jogo segue, segue sem parar. Não há pausa, nem trégua, e mesmo assim, seria pretensão demais conceber que o mundo pararia simplesmente porque os meus objetivos foram encerrados.

Foi quando eu descobri a minha trava. A falta de uma perspectiva imediata. É estranho, pois, tecnicamente, um mundo poderia se abrir para mim. Acho que é só estado de espírito. Alguma solidão, algumas coisas pra se consertar aqui e ali e um rompimento brutal com qualquer resquício de adolescente que eu ainda tinha. Um novo objetivo acaba se abrindo, se pensarmos assim: o de saber viver como adulto. Deixar de chupar o dedo e fazer como eles fazem, afinal.

Esse admirável mundo novo da vida adulta é, de certa forma, ainda desconhecido por mim. Será que eu terei talento e força suficientes para sustentar esta condição? Sinto-me distante da maioria dos adultos. Da seriedade deles e do modo tão responsável com que eles encaram a vida. Parece que a maioria deles já não têm mais sonhos e abdicam das emoções sinceras e preenchem o vazio priorizando sempre a não incomodação. A responsabilidade seria isto? Não se incomodar? Deixar de viver o íntimo para ter uma confortável poltrona na frente da TV e ir a churrascarias no final de semana? Em contrapartida, sinto-me distante também dos adolescentes. Sou do tipo que acha um absurdo manifestações de diversão incessante, sem que haja uma responsabilidade nestas relações.

Estranho. Eu acho um saco a responsabilidade dos adultos e lamento a irresponsabilidade dos adolescentes. Um meio termo perigoso, que me deixa, volta e meia, tentado a ser o irresponsável, mas com medo de uma possível estagnação adulta, que pelo menos existe na minha cabeça.

É hora de construir e sossegar, talvez. Menos incomodação, mais tranqüilidade. Seria menos emoção? Talvez mais normalidade. Há uma citação de um filme, que diz que “a verdadeira revolução é a normalidade”. Concordei. Acho que preciso revolucionar. De verdade. Sabe-se lá como.

Por enquanto, eu fico com uma passagem desse filme, que é GENIAL.

É por isso que sempre PROCURAMOS problemas. Para consertarmos a nós mesmos. A gente procura uma solução mágica para nos sentirmos melhor, mas a gente nunca sabe o que estamos fazendo. É isso o que os humanos fazem. Adivinha. Tenta. Espera. Mas faça o seguinte: não se engane achando que você achou esta resposta. É besteira. O TRUQUE DA VIDA É VIVER SEM TENTAR ACHAR UMA RESPOSTA. Eu acho.

Melhor assim.

July 5, 2006

O REI DA BOCA

Filed under: cinema - Carlos @ 3:32 am

A ausência no blog se deu, e muito, pelos meus estudos sobre a Boca do Lixo. O resultado foi um trabalho de conclusão absolutamente honesto e que me deu muito orgulho em ter realizado. Finalizado, devo colocar à disposição para quem quiser ler a respeito desse movimento surpreendente que tomou conta do cinema brasileiro nos anos 70 e 80.

A Boca do Lixo foi uma grata satisfação pra mim. Escrevi e me envolvi tanto que extenua qualquer raciocínio a ser colocado no blog.

Como dica, leiam este blog, por favor: http://estranhoencontro.blogspot.com. Nunca o cinema brasileiro foi tão bem tratado, com um texto e um acabamento tão bem feitos como a Andrea Ormond faz.

Recomendo as resenhas sobre “Giselle” e “Eu Matei Lúcio Flávio”. Dois filmes geniais, numa década genial, uma linha de produção genial, algo que poucos conseguem entender. Só quem viu os filmes milhares de vezes consegue entender a complexidade e realmente o que aquelas pessoas conseguiram atingir na época.

A Boca foi fascinante para mim nesses quatro meses de estudos. Foram 70 páginas de entusiasmo (que me valeram três décimos, por fugir do caráter analítico), pesquisas exaustivas, leituras, descobertas impressionantes (como o envolvimento com o Cinema Marginal), e uma vontade enorme de me transportar para a época.

“Porque o Cinema Nacional não é só Glauber”, disse a professora Flávia Seligman ao ler o trabalho. “E você conseguiu expressar isso e valorizar algumas figuras importantes”. Viva Jean Garrett, o diretor mais subestimado do cinema brasileiro. Aplaudam Antonio Pólo Galante, um GÊNIO da produção, que conseguiu construir um presídio cenográfico para produzir uma média de SETE filmes em meio ano. Um brinde à Monique Lafond, uma das MAIORES atrizes do Brasil, que dá show de interpretação em cada filme que atua. Um salve para Carlos Reichenbach, porque o Carlão consegue ter pulso firme na direção seja qual for o filme. Uma reverência a Ozualdo Candeias, que chocou o próprio Glauber, no filme “A Margem”. Uma homenagem a gente como Carlo Mossy, que fez “Giselle” e bancou uma obra prima genial. A nomes como David Cardoso, Tony Vieira, Meiry Vieira, Helena Ramos. Porra, Helena Ramos, que colocava no chinelo gente como Vera Fischer, porque sabia atuar e era linda.

A Boca do Lixo é de uma complexidade bem maior, e envolve tantos fatores que seria impossível explicá-los aqui, e só mesmo uma monografia para contextualizá-los com a época e fazer devida justiça a um movimento interessantíssimo, de qualidade bem superior a muitas merdas que as vezes a gente engole como obra prima. Era barato, amador e até ingênuo. Mas era ousado, apaixonado, e acima de tudo, BRASILEIRO.

É difícil compreender a Boca, então vai aí o meu top 10 de filmes da Boca. Um manual inicial pra saber como se iniciou e se deu a Boca do Lixo. Em ordem cronológica.

1) O BANDIDO DA LUZ VERMELHA. Dir: Rogério Sganzerla(1968)
2) AMADAS E VIOLENTADAS. Dir: Jean Garrett(1975)
3) PRESÍDIO DE MULHERES VIOLENTADAS. Dir: Jean Garrett(1976)
4) A ILHA DOS PRAZERES PROIBIDOS. Dir: Carlos Reichenbach(1977)
5) MULHER, MULHER. Dir: Jean Garrett(1977)
6) CORPO DEVASSO. Dir: Alfredo Sternheim(1979)
7) A NOITE DAS TARAS - PARTE 1. Dir: David Cardoso, John Doo, Tony Vieira(1980)
8) COISAS ERÓTICAS I. Dir: Rafaelle Rossi(1980)
9) GISELLE. Dir: Victor di Mello(1980)
10) ALUGA-SE MOÇAS. Dir: Deni Cavalcanti(1982)

Dez títulos que são encontrados em www.putrescine.com.br.

Quero disponibilizar a monografia aqui. Não sei como. Quem quiser por e-mail, vai nos comentários. Se o assunto despertar interesse, claro. Tá muito boa, garanto.

No final, uma sensação de alívio, um pouco de vazio, causado pela natural missão cumprida, mas acima de tudo, um profundo e incrível ORGULHO de tudo o que fiz.

July 1, 2006

SOBRE A ELIMINAÇÃO

Filed under: esportes - Carlos @ 11:44 pm

Nunca estive tão irritado com futebol em toda minha vida. Essa falta de calma se dá pelos motivos que fizeram o Brasil ter saído da Copa. E aí vai a minha opinião.

O Brasil não perdeu a Copa pra França. O Brasil perdeu a Copa por uma interminável falta de organização, uma credencial de incompetência em TODOS os jogos e, pior, uma BURRICE digna da mais nojenta várzea de vila.

O erro do Brasil começa pelo maior culpado: Carlos Alberto Parreira. Parreira definiu como time titular uma equipe que jogou junta DUAS VEZES. Sabiam? O quarteto Kaká-Ronaldinho-Ronaldo-Adriano atuou em apenas uma partida das Eliminatórias e em um amistoso contra a Rússia. Depois, a seleção, na fase de preparação, ao invés de enfrentar adversários fortes, pegou NOVA ZELÂNDIA e um combinado de LUCERNA que no segundo tempo colocou um velho de 40 anos com barriga maior do que a do Ronaldo. Aí, entrou na Copa com um time que não tinha como jogar, com um esquema absurdo, e que, em qualidades individuais e sorte, venceu algumas partidas contra adversários fracos.

Parreira é MAU TREINADOR. Não sabe treinar. Não possui variações táticas, não treina outros esquemas. Montou um time que não sabe sair jogando, que não tem alternativas, que se utiliza apenas de momentos individuais pra ganhar.

Parreira aceita um carteiraço absurdo e coloca dois EX-JOGADORES e ainda por cima MASCARADOS nas laterais: Cafu e Roberto Carlos. O que os dois jogaram nesta Copa foi uma vergonha.

Ainda: a IRRESPONSABILIDADE total um jogador se apresentar com DEZ kg, eu disse DEZ kg acima do peso. Ronaldo fez isso.

Parreira não teve coragem pra vencer. Foi um cagalhão, um cara que desrespeitou um povo que confiava nele e não soube gerenciar a melhor geração brasileira desde 1970. Parreira diz que é um gestor de talentos. Apostou em velhos e achou que dariam resposta, mas se equivocou profundamente. Gestor de QUAIS talentos? Cafu e Roberto Carlos levaram um baile na Copa. Foi algo lamentável.

Fora os erros de um técnico imbecil, prepotente e mascarado, Parreira criou um grupo frio, com um salto alto absolutamente nojento. Um bando de ex-jogadores que ganham montões e desconheceram atributos como RAÇA, GARRA, VIBRAÇÃO. É preciso sangue, e ninguém deu sangue. Eu tenho a convicção que o grupo do Brasil é dividido. Que não houve o pensamento no coletivo, só em CAFU QUERENDO BATER RECORDES, ROBERTO CARLOS QUERENDO BATER RECORDES, RONALDO QUERENDO BATER RECORDES, ADRIANO QUERENDO FAZER MAIS GOLS. Parreira jogou no LIXO o time do Brasil. Não soube montar um time. Não teve COLHÕES pra tirar o Cafu e o Roberto Carlos, não teve MACHEZA pra desmanchar um esquema fatídico.

Ele é o principal culpado. Depois, vem o Cafu e o Roberto Carlos. Só que ainda tem um culpado, chamado RONALDINHO GAÚCHO. O “melhor do mundo” só enganou. Faltou-lhe PERSONALIDADE pra chamar o jogo, criar as jogadas e não só colocar a desculpa do mau futebol no esquema. Personalidade. Ele não teve. Diziam que se ele fosse o cara, estaria no nível de Pelé e Maradona. Olha, me desculpa. Ronaldinho ainda está atrás de uns 50 no futebol mundial. Atrás dos brasileiros Romário, Ronaldo e até Rivaldo, que tiveram personalidade pra ganhar Copa. E sobre a comparação Ronaldinho e Zidane? Hmm, deu pra ver né?!

Fecho essa indignação mal escrita e cansativa com uma frase: TÉCNICO QUE PINTA QUADRO, FALA FRANCÊS E TEM IATE EM ANGRA NÃO SERVE PRA ESTAR NO FUTEBOL.

Sou mais o grosso de Passo Fundo. Futebol é coisa de MACHO. ATITUDE.
Se ele ainda fosse inteligente…

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