Verborragia sem concessões

August 8, 2006

AGRADECIMENTO

Filed under: repercutindo notícia - Carlos @ 5:25 pm

Existem leitores que freqüentam este espaço. São muitos, eu vejo ali no medidor. Não sei quem são, porque pouca gente comenta. Então, não sei bem quem vai ler isso.

A vida é feita de prioridades, mas também de gestos de carinho. Aos que estabeleceram como prioridade me dar um abraço pessoalmente dia 5 de agosto, meu muito obrigado. Obrigado àqueles que me escreveram, me cumprimentaram depois, me abraçaram posteriormente. Aos que escreveram, aos que mandaram mensagem, a todos que entenderam que foi um dia especial para mim e manifestaram algum tipo de afeto. Obrigado mesmo, foi bem mais importante que meu aniversário, por exemplo. Obrigado até aos que lá foram só pra encher a cara e me parabenizaram.

A tristeza fica por conta das pessoas que tiveram preguiça de escrever somente PARABÉNS no meu scrapbook do orkut, por exemplo. É quase infantil separar quem gosta de ti por ir/não ir na formatura ou por dar parabéns/não dar parabéns. Mas é um indício.

Como eu deixo a hipocrisia tomar no cu aqui no blog, devo admitir que ultimamente não venho precisando dos meus amigos. Não significa que eu não goste deles. Somente tenho conseguido resolver meus problemas sozinho. Foram meses difíceis, de crise de relacionamento, de Copa do Mundo, que tomou muito tempo da minha vida, de finalização de monografia, que nunca é fácil. De novas amizades e de desfazer amizades que não serviam mais. Passei por tudo sozinho, basicamente. Houve algum apoio, mas nada fundamental para que tudo fosse superado. Resolvo por mim, aconteceu isso.

Então, não pedi ajuda. Deixei a prova cabal da amizade para a formatura. Algumas decepções gritantes. Não quis ser a prioridade, mas gostaria de ter sido lembrado. Não fui. Paciência. Não me serve, é ponto final. Quer saber? Não precisei, nem vou.

E aos que lembraram, mais uma vez, muito obrigado.

O MASCOTE DO PAN SE CHAMA CAUÊ

Filed under: alegria - Carlos @ 5:13 pm

Fato: todo clichê é uma verdade absoluta. É uma regra, tal como é regra ultrapassar pela direita ou comer com talher. Se a definição vira clichê, é porque já foi repetida e consagrada.

No final das contas, a originalidade é doença e o clichê dita o rumo. O sol é clichê, quero falar aqui sobre o sol. Lembro da quinta série, ou quarta, uma dessas. Colocava-se no quadro a lista das vitaminas e os alimentos que a continham. O leite tava em todas, esperto. E o sol, que não é alimento, mas é estrela, era uma das ricas fontes de vitamina D, veja só. D ou B. Acho que era D, aquela que engloba o leite, a gema de ovo, o peixe e o famoso ÓLEO DE FÍGADO DE BACALHAU, que eu nunca provei e nem vi assim pra vender, mas também era fonte. O sol evita a anemia, fortalece os ossos e dá disposição.

Aí eu fui correr e tinha sol. Impressionante a diferença. A luminosidade deste astro regente que guia os planetas de seu próprio sistema deixa qualquer um alegre. Há quem discorde, por mais que seja sim uma regra, não clichê, que o sol faz bem. Inegável. É um motivador natural. Ele insiste para que se viva, clama por saúde, sugere liberdade, incita o sorriso, contagia o ambiente, colore a paisagem, aguça os instintos.

Ouvi um termo esses tempos. Que determinadas pessoas não pertencem à “estética do verão”. Não sei se eu pertenço a tal estética. Eu sou basicamente um Perdigão, do Inter. Com mais classe, ok. E mais bonitinho um pouco. Mas é. Como ele se define: sou barrigudinho, feinho, baixinho. Bom, eu sou barrigudo, não gosto de surf, sou um desastre sambando, não gosto de ouvir música pros outros, não fumo maconha, não tenho bermuda estampada, florida, colorida, tampouco camiseta da Quicksilver ou silimares. Mas gosto da praia. Do mar, da areia, do ambiente em si, da minha casa em Atlântida Sul ou da piscina natural de Porto de Galinhas, ou do charme de Pipa, ou do constraste do Rio de Janeiro, da geografia de Florianópolis. Não bastasse, apenas os litorais de quatro estados eu não conheço: Piauí, Maranhão, Pará e Amapá. Ah, tem o capixaba também, mas o Espírito Santo é um estado que meio que inexiste. Pra mim, praia é o ambiente perfeito. Mesmo não sendo sarado e tendo a barriguinha do Perdigão. Com mais postura, tá.

Não concebo o fato de alguém ser feliz tendo, por exemplo, horário virado. Dormir de dia e gastar a noite. A noite tem uma tentação inegável, mas dias ensolarados são como uma injeção de astral.

É bem simples: é um astro. Que me deixou com esse humor meio babaca. E me sentindo saudável depois de um abuso alcoólico-gastronômico no final de semana.

A meta é o sol. Tem dias de chuva, mas esses passam.

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