Verborragia sem concessões

August 8, 2006

O MASCOTE DO PAN SE CHAMA CAUÊ

Filed under: alegria - Carlos @ 5:13 pm

Fato: todo clichê é uma verdade absoluta. É uma regra, tal como é regra ultrapassar pela direita ou comer com talher. Se a definição vira clichê, é porque já foi repetida e consagrada.

No final das contas, a originalidade é doença e o clichê dita o rumo. O sol é clichê, quero falar aqui sobre o sol. Lembro da quinta série, ou quarta, uma dessas. Colocava-se no quadro a lista das vitaminas e os alimentos que a continham. O leite tava em todas, esperto. E o sol, que não é alimento, mas é estrela, era uma das ricas fontes de vitamina D, veja só. D ou B. Acho que era D, aquela que engloba o leite, a gema de ovo, o peixe e o famoso ÓLEO DE FÍGADO DE BACALHAU, que eu nunca provei e nem vi assim pra vender, mas também era fonte. O sol evita a anemia, fortalece os ossos e dá disposição.

Aí eu fui correr e tinha sol. Impressionante a diferença. A luminosidade deste astro regente que guia os planetas de seu próprio sistema deixa qualquer um alegre. Há quem discorde, por mais que seja sim uma regra, não clichê, que o sol faz bem. Inegável. É um motivador natural. Ele insiste para que se viva, clama por saúde, sugere liberdade, incita o sorriso, contagia o ambiente, colore a paisagem, aguça os instintos.

Ouvi um termo esses tempos. Que determinadas pessoas não pertencem à “estética do verão”. Não sei se eu pertenço a tal estética. Eu sou basicamente um Perdigão, do Inter. Com mais classe, ok. E mais bonitinho um pouco. Mas é. Como ele se define: sou barrigudinho, feinho, baixinho. Bom, eu sou barrigudo, não gosto de surf, sou um desastre sambando, não gosto de ouvir música pros outros, não fumo maconha, não tenho bermuda estampada, florida, colorida, tampouco camiseta da Quicksilver ou silimares. Mas gosto da praia. Do mar, da areia, do ambiente em si, da minha casa em Atlântida Sul ou da piscina natural de Porto de Galinhas, ou do charme de Pipa, ou do constraste do Rio de Janeiro, da geografia de Florianópolis. Não bastasse, apenas os litorais de quatro estados eu não conheço: Piauí, Maranhão, Pará e Amapá. Ah, tem o capixaba também, mas o Espírito Santo é um estado que meio que inexiste. Pra mim, praia é o ambiente perfeito. Mesmo não sendo sarado e tendo a barriguinha do Perdigão. Com mais postura, tá.

Não concebo o fato de alguém ser feliz tendo, por exemplo, horário virado. Dormir de dia e gastar a noite. A noite tem uma tentação inegável, mas dias ensolarados são como uma injeção de astral.

É bem simples: é um astro. Que me deixou com esse humor meio babaca. E me sentindo saudável depois de um abuso alcoólico-gastronômico no final de semana.

A meta é o sol. Tem dias de chuva, mas esses passam.

5 Comments »

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  1. Eu gosto da noite! Muito! Não é a toa q sou coruja… mas um solzinho é sempre bom. E gostar da noite (e um pouco viver nela) não impede ninguém de aproveitar os dias. Tudo é uma questão de hábito. Cierto?

    Comment by Coruja — August 11, 2006 @ 3:26 am

  2. Sol é tudo!!

    Comment by Anonymous — August 13, 2006 @ 8:13 pm

  3. Praia não precisa de estética nem de corpo bonito nem de nada disso. Praia é bom pro corpo e pra cabeça. É um estado de espírito.

    Comment by Anonymous — August 13, 2006 @ 8:52 pm

  4. Favor, colocar nome no comentário.

    Comment by a direção — August 13, 2006 @ 9:42 pm

  5. Praia + sol = PERFEIÇÃO
    Quando eu morrer nem quero ir pro céu, me larga ali em Floripa mesmo que eu já vou ficar tri faceira…com uma ceva junto se não for pedir muito…

    Comment by Alessandra — August 16, 2006 @ 1:46 pm

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