O DIA DA INDEPENDÊNCIA
Dos feriados, o que eu mais gosto é o 7 de setembro. Costumo trabalhar, assim como nos outros. Mas é um feriado que me dá satisfação em vivê-lo intensamente, e certamente há vários motivos em questão.
Primeiro, é aniversário da minha vó. Completou 80 anos ontem. Além disso, o 7 de setembro é o que abre uma seqüência de feriados até o final do ano: 20 de setembro, eleições, 12 de outubro, finados, 15 de novembro, Natal, ano novo. Logo, é o marco necessário para que se faça a contagem regressiva até a troca do ano.
Não me lembro de ter chovido em algum 7 de setembro. Com certeza, desde 98 não chove. Mesmo ainda sendo tecnicamente inverno, o 7 de setembro é um corte brusco na estação. Parece que na data há a transição exata do inverno para a primavera, e se forem pensar, já dá pra observar após os dias de frio intenso, um ar primaveril nas ruas. Gosto da primavera. É minha estação preferida. É por causa das pessoas. A primavera traz um boom de disposição, um despertar violento após dias chatos, intermináveis e murrinhas do inverno.
O 7 de setembro sempre foi o meu agente motivador. Não sei explicar. Ontem deu de novo. Saí pelas 18h e vi o entardecer. Já está anoitecendo mais tarde em Porto Alegre. Gosto de feriado em Porto Alegre. Principalmente nessa hora, quando o sol se põe, antes da noite chegar. Um ar de melancolia toma conta da cidade, já que os carros não passam tão rápido assim e a cor está num lusco-fusco que te aperta o coração e ao mesmo tempo conforta tuas necessidades. A cidade estava assim ontem e eu, de repente, indo pra ver minha vó, fui tomado por uma sensação de conforto, e deu até vontade de ficar por aqui.
O verão está chegando e com ele a esperança de que novos rumos sejam tomados. Sempre acontece alguma coisa a partir do 7 de setembro. Aconteceu muita coisa em 2006, logo não sei se este final de ano terá o movimento que teve o restante da temporada. Certamente mudará a disposição e isso é culpa da estação. E tendo disposição, o resto a gente empurra com alegria.