2008
Seis ficaram feridos com bala perdida perto de onde eu estava no Rio de Janeiro, precisamente em frente à Rua Hilário Gouvêia, na areia de Copacabana, a uns metros do palco montado para a festa de fogos mais linda que eu já vi. Um dos feridos estava entre a Santa Clara e a Constante Ramos, três quadras de distância.
Eu não vi nenhum ferido. Aliás, eu nunca vi tanta gente. E não vi nenhuma briga. E nunca vi tanto policial na minha vida. Os fogos são lindos. O DJ Marlboro entrou no palco e Copacabana virou um grande baile funk. Não tive mais dúvidas. É da cidade maravilhosa que vêm as novidades mais agradáveis.
O Rio de Janeiro continua lindo, intenso e perverso. É impossível andar pelas ruas da capital carioca sem se sentir parte de alguma coisa. É impossível voltar lá e não se surpreender com alguma coisa. Sempre há uma novidade, uma sensação de medo que a mídia passa misturada com a satisfação de ver paisagens belíssimas contrastando com um ritmo frenético que a cidade te proporciona.
Desta vez, resolvi não fazer resoluções para o ano que chega. Só pegar leve, mas é difícil, é um exercício constante de (im)paciência. Não fiz planos, faz tempo que não faço planos. Não pedi nada. Passei de branco e uso uma fitinha que serve de “guia” (proteção). Resolvi me agarrar em alguma coisa e só pedir que as coisas fiquem bem. Bem leves. Soltas.
Não vou me enxergar daqui a quatro anos. Deixa assim, deixa levar, empurra aqui e ali que tá beleza. Uma falta de ambição por vezes é necessária para olhar pra dentro e resolver algumas INTERNAS.
Sem estes planos mirabolantes, tudo o que eu quero é minha casa em Atlântida Sul. Depois disso, eu vejo o que 2008 me reserva. A única esperança é que meu retrospecto ajuda. Os anos mais importantes da minha vida foram 1993, 1998 e 2003. O ciclo fecha em 2008. Só não sei exatamente quando chega o dia e nem qual mudança vai acontecer. Mas como eu não pensava também nos três anos nessas coisas, tá beleza. Acho que a guia vai me indicar algum caminho, sei lá.