Verborragia sem concessões

January 5, 2008

2008

Filed under: comportamento, relações sociais, brasil - Carlos @ 3:39 am

Seis ficaram feridos com bala perdida perto de onde eu estava no Rio de Janeiro, precisamente em frente à Rua Hilário Gouvêia, na areia de Copacabana, a uns metros do palco montado para a festa de fogos mais linda que eu já vi. Um dos feridos estava entre a Santa Clara e a Constante Ramos, três quadras de distância.

Eu não vi nenhum ferido. Aliás, eu nunca vi tanta gente. E não vi nenhuma briga. E nunca vi tanto policial na minha vida. Os fogos são lindos. O DJ Marlboro entrou no palco e Copacabana virou um grande baile funk. Não tive mais dúvidas. É da cidade maravilhosa que vêm as novidades mais agradáveis.

O Rio de Janeiro continua lindo, intenso e perverso. É impossível andar pelas ruas da capital carioca sem se sentir parte de alguma coisa. É impossível voltar lá e não se surpreender com alguma coisa. Sempre há uma novidade, uma sensação de medo que a mídia passa misturada com a satisfação de ver paisagens belíssimas contrastando com um ritmo frenético que a cidade te proporciona.

Desta vez, resolvi não fazer resoluções para o ano que chega. Só pegar leve, mas é difícil, é um exercício constante de (im)paciência. Não fiz planos, faz tempo que não faço planos. Não pedi nada. Passei de branco e uso uma fitinha que serve de “guia” (proteção). Resolvi me agarrar em alguma coisa e só pedir que as coisas fiquem bem. Bem leves. Soltas.

Não vou me enxergar daqui a quatro anos. Deixa assim, deixa levar, empurra aqui e ali que tá beleza. Uma falta de ambição por vezes é necessária para olhar pra dentro e resolver algumas INTERNAS.

Sem estes planos mirabolantes, tudo o que eu quero é minha casa em Atlântida Sul. Depois disso, eu vejo o que 2008 me reserva. A única esperança é que meu retrospecto ajuda. Os anos mais importantes da minha vida foram 1993, 1998 e 2003. O ciclo fecha em 2008. Só não sei exatamente quando chega o dia e nem qual mudança vai acontecer. Mas como eu não pensava também nos três anos nessas coisas, tá beleza. Acho que a guia vai me indicar algum caminho, sei lá.

2 Comments »

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  1. Cara, adoro o jeito que tu escreve!
    Quem te olha de longe pensa zilhões de besteiras… que cara porra loca!! Mas na real.. eles não conseguem te perceber de verdade!!
    Valeu por ser meu amigo, por me aturar, me ajudar, me fazer rir e tudo mais!!
    Conta sempre comigo, como uma verdadeira amiga pra todas as horas!!
    E como eu já dizia há alguns anos… tu és um cara legal!!
    Te adoro!
    Sil

    Comment by Sil — January 7, 2008 @ 11:32 pm

  2. Bah o Rio é muito louco neh?! Ao mesmo tempo que a gente vê aquelas cenas de bang-bang na TV, com gente atirada no chão pra não levar tiro, a gente pode andar as 23h no calçadão de Copacabana se achando no lugar mais tranquilo e seguro do mundo. (é tá certo, era reveillon e o capitão Nascimento não ia deixar os alemão tomar conta dos turistas). Mas a loucura do Rio continua ao tornar a praia um grande baile funk, com paradinha, paradinha, paradinha… desce, desce, até o chão… enfim… tudo que (deve ter, não sei… nunca fui) num baile como esse. Lá é possivel comer batata frita com “refri” do lado do Vidigal e NADA! pegar um onibus com a canga ainda molhada da praia e NADA! passar no meio da comunidade gay instalada do lado do posto 9 e … adivinha… NADA! (tá… no máximo uma cantada incoviniente). Acho que é por isso que o Rio de Janeiro continua lindo e encantando os gaúchos que vão pra lá carregados de preocupações, chatices e encontram uma cidade que diz: olha pra esse mar, olha essa vista, olha pra trás, o Cristo tá te vendo… que se f. tudo!

    Comment by oieeee — January 9, 2008 @ 12:07 pm

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