Verborragia sem concessões

September 23, 2008

MAIS UM?

Filed under: música - Carlos @ 4:15 am

Larguei o cowboy in the sand, mas fiz outro blog, mais acessível pras massas.

Faixa título.

Assunto? Música.

Dois blogs, um de futebol e um de música. Esse fica no espacinho pros reclames habituais e pra escrever, basicamente, sobre comportamento.

Futebol e música. Alguma coisa é mais importante que isso no mundo?

Pois bem, acho que vocês vão gostar. Música todo mundo gosta. Pelo menos eu acho que todo mundo gosta. Considero uma violência à raça humana em geral um ser humano pensante, saudável e sem seqüelas NÃO GOSTAR de música. Ah, tem gente que não gosta. Sim, violência à raça humana.

Obrigado e prestigiem.

September 16, 2008

O GLOSSÁRIO MAIS DETESTÁVEL DE TODOS

Filed under: fuçando pra aprender - Carlos @ 3:43 am

Jornalista de TV se acha estrela pop.
Jornalista de rádio se acha mais versátil.
Jornalista de internet se acha mais esperto.

Jornalista de jornal se acha mais pop que os da TV
Jornalista de jornal se acha mais versátil que os de rádio
Jornalista de jornal se acha mais esperto que os de internet

Jornalista de jornal se acha mais inteligente que todos os outros (quiçá, JUNTOS).

E eles têm um glossário, meu amigo, que é a coisa mais irritante do mundo. Aí vão as cinco expressões utilizadas por este pessoal que, enfim, se acha mais supremo que qualquer outro profissional de qualquer outra área (detalhe: mesmo que seja uma guria recém saída do segundo grau em Arroio do Meio, feia pra burro e muito chata)

GRAXA: é o refeitório. pra maioria dos trabalhadores brasileiros, um banquete. eu sei, porque me alimentei por ali por oito anos. mas pros adoradores de coxinha de galinha do Natalício, é graxa.

FIRMA: pra não falar o nome da empresa, adotam este código simpático e irritante.

MEIÃO: denominação para o pessoal que trabalha no meio da redação, geralmente menininhas de 20 anos que viram colírio para os olhares viagrados daqueles colunistas das antigas.

CASE: em português, caso. é realmente um caso, alguém que tenha vivido determinada história e sirva para uma matéria. O ruim é quando até no msn eu leio: “ALGUÉM SABE UM CASE DE NÃO SEI O QUÊ”. Não, eu não sei e tome no cu, obrigado.

FECHAMENTO: o horário em que (eu ouvi uma vez) NENHUM JORNALISTA PODE FAZER NADA. É ali pelas 19h. Eu sou jornalista e trabalho até às 18h. Logo, às 19h eu posso fazer alguma coisa sim.

Tem mais um monte de palavras, mas deixei só as cinco mais irritantes. É, o rádio é mais honesto. Bem mais.

September 10, 2008

CUSPINDO NA CERTA

Filed under: comportamento - Carlos @ 3:47 am

Eu ando escrevendo pouco porque meus textos estão uma merda. É sério. Já escrevi muita coisa boa, mas hoje eles não fazem nem cosquinha naquilo que eu colocava, aqui mesmo no blog.

Meu sarcasmo anda contido, e era meu forte. Minha adjetivação exagerada anda pequenina. Meus superlativos estão ponderados. Prefiro a esquiva à minha cara a tapa.

É o preço da maturidade, sem dúvidas. Mas eu acho que o que anda bloqueando a minha impetuosidade de outros tempos é o fato de eu entrar numa época em que cada vez mais é necessário minimizar os erros.

Quando a gente tem vinte e BEM poucos, dá pra errar que tem um backup, que tem uma segunda, uma terceira chance. A permissão para errar vai se esvaindo conforme o nosso crescimento. Agora, a gente só vai na certa. Na boa. Sem cair de cabeça em qualquer coisa que a gente possa duvidar. O preço pelo erro pode ser irreversível.

Confesso que aprendi muito com alguns pequenos e magistrais golpes que andei tomando por aí. A velha história da confiança é a mais pura verdade. Confiar é um ato de prova contínua. Quando há uma ruptura nisso, não tem mais volta. E é uma recíproca constante, eu certamente devo ter desapontado alguém.

É esse medo de errar que faz com que eu “trate melhor as pessoas”, por incrível que pareça. Brigar tem seu preço. Aliás, absolutamente tudo tem seu preço. Então, vamos fazer que nem os velhos fazem. Tratar com a chamada educação moderada todo mundo, ser gentil sem entrar na casa da pessoa. É mais fácil e mais superficial.

Acho que é por isso que meus textos andam sem graça. Tem tanta coisa importante pra se irritar, como o trânsito, as contas e o cansaço, que a gente perde a vontade de usar o sarcasmo como arma. É melhor usar a responsabilidade. Lá se vai um encanto, mas alguém venceu na vida sem os pés no chão?

É, os textos não são os melhores. Foi-se o tempo que a metralhadora verbal disparava contra todo mundo. Pra não ser pego, deixa ela atirar num alvo certeiro.

INVERNO É PRA GENTE CHATA

Filed under: porto alegre - Carlos @ 3:35 am

Minha avó fez aniversário no último dia 7 de setembro. Aliás, o aniversário da minha vó é uma marca sempre muito esperada por mim. É a data que marca a melhor fase do ano na minha opinião. O chamado “resto do ano”.

Pensem bem sobre o 7 de setembro. Os primeiros dois meses são de atividade parcial em praticamente tudo. Por mais que a gente negue, as coisas ainda giram em torno das crianças, pelo menos aqui em Porto Alegre. Sem aulas, a cidade não é tão viva. E mesmo que a gente não tire férias, sempre se dá um jeito de fugir da rotina dos dias de folga saindo para o litoral. Dois meses atípicos, uma eterna alta temporada.

Março e abril são os meses de despedida do calor, para a imersão em um inverno absolutamente catastrófico, como sempre é o nosso. Chuvas, um frio lamentável, pessoas carrancudas, aquela velha depressão que só as pessoas tristes e sem alma gostam, que é o inverno. Ah, lindo pra dormir juntinho e pra engordar. Péssimo pra qualquer outra atividade. Uma simples ida à esquina te deixa com os pés molhados. Inverno pra mim continua sendo pra gente sem alma, sempre foi.

Essa aflição dura maio, junho, julho e agosto. Quando chega setembro, agora, pelo meio, as árvores florescem, os pássaros cantam, os bichos sorriem e tudo passa a ter mais cor, mais saúde, mais vida. É incrível esta diferença. Uma movimentação saudável que espera o fim do ano.

Além disso, é o início de uma seqüência excelente de feriados, que só termina no ano que vem. Ave, o verão tá chegando e eu não canso de dizer: inverno é pra gente chata.

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