O GLOSSÁRIO MAIS DETESTÁVEL DE TODOS
Jornalista de TV se acha estrela pop.
Jornalista de rádio se acha mais versátil.
Jornalista de internet se acha mais esperto.
Jornalista de jornal se acha mais pop que os da TV
Jornalista de jornal se acha mais versátil que os de rádio
Jornalista de jornal se acha mais esperto que os de internet
Jornalista de jornal se acha mais inteligente que todos os outros (quiçá, JUNTOS).
E eles têm um glossário, meu amigo, que é a coisa mais irritante do mundo. Aí vão as cinco expressões utilizadas por este pessoal que, enfim, se acha mais supremo que qualquer outro profissional de qualquer outra área (detalhe: mesmo que seja uma guria recém saída do segundo grau em Arroio do Meio, feia pra burro e muito chata)
GRAXA: é o refeitório. pra maioria dos trabalhadores brasileiros, um banquete. eu sei, porque me alimentei por ali por oito anos. mas pros adoradores de coxinha de galinha do Natalício, é graxa.
FIRMA: pra não falar o nome da empresa, adotam este código simpático e irritante.
MEIÃO: denominação para o pessoal que trabalha no meio da redação, geralmente menininhas de 20 anos que viram colírio para os olhares viagrados daqueles colunistas das antigas.
CASE: em português, caso. é realmente um caso, alguém que tenha vivido determinada história e sirva para uma matéria. O ruim é quando até no msn eu leio: “ALGUÉM SABE UM CASE DE NÃO SEI O QUÊ”. Não, eu não sei e tome no cu, obrigado.
FECHAMENTO: o horário em que (eu ouvi uma vez) NENHUM JORNALISTA PODE FAZER NADA. É ali pelas 19h. Eu sou jornalista e trabalho até às 18h. Logo, às 19h eu posso fazer alguma coisa sim.
Tem mais um monte de palavras, mas deixei só as cinco mais irritantes. É, o rádio é mais honesto. Bem mais.