<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!-- generator="wordpress/1.5.1-alpha" -->
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
>

<channel>
	<title>Verborragia sem concessões</title>
	<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com</link>
	<description>Blog criado em novembro de 2005</description>
	<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 04:21:13 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=1.5.1-alpha</generator>
	<language>en</language>

		<item>
		<title>MAIS UM?</title>
		<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/23/mais-um/</link>
		<comments>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/23/mais-um/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 04:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos</dc:creator>
		
	<category>música</category>
		<guid>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/23/mais-um/</guid>
		<description><![CDATA[	Larguei o cowboy in the sand, mas fiz outro blog, mais acessível pras massas. 
	Faixa título.
	Assunto? Música.
	Dois blogs, um de futebol e um de música. Esse fica no espacinho pros reclames habituais e pra escrever, basicamente, sobre comportamento. 
	Futebol e música. Alguma coisa é mais importante que isso no mundo?
	Pois bem, acho que vocês vão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Larguei o cowboy in the sand, mas fiz outro blog, mais acessível pras massas. </p>
	<p><a href="http://faixatitulo.com.br">Faixa título.</a></p>
	<p>Assunto? Música.</p>
	<p>Dois blogs, um de futebol e um de música. Esse fica no espacinho pros reclames habituais e pra escrever, basicamente, sobre comportamento. </p>
	<p>Futebol e música. Alguma coisa é mais importante que isso no mundo?</p>
	<p>Pois bem, acho que vocês vão gostar. Música todo mundo gosta. Pelo menos eu acho que todo mundo gosta. Considero uma violência à raça humana em geral um ser humano pensante, saudável e sem seqüelas NÃO GOSTAR de música. Ah, tem gente que não gosta. Sim, violência à raça humana.</p>
	<p>Obrigado e prestigiem.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/23/mais-um/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>O GLOSSÁRIO MAIS DETESTÁVEL DE TODOS</title>
		<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/16/o-glossario-mais-detestavel-de-todos/</link>
		<comments>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/16/o-glossario-mais-detestavel-de-todos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 03:43:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos</dc:creator>
		
	<category>fuçando pra aprender</category>
		<guid>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/16/o-glossario-mais-detestavel-de-todos/</guid>
		<description><![CDATA[	Jornalista de TV se acha estrela pop.
Jornalista de rádio se acha mais versátil.
Jornalista de internet se acha mais esperto.
	Jornalista de jornal se acha mais pop que os da TV
Jornalista de jornal se acha mais versátil que os de rádio
Jornalista de jornal se acha mais esperto que os de internet 
	Jornalista de jornal se acha mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Jornalista de TV se acha estrela pop.<br />
Jornalista de rádio se acha mais versátil.<br />
Jornalista de internet se acha mais esperto.</p>
	<p>Jornalista de jornal se acha mais pop que os da TV<br />
Jornalista de jornal se acha mais versátil que os de rádio<br />
Jornalista de jornal se acha mais esperto que os de internet </p>
	<p>Jornalista de jornal se acha mais inteligente que todos os outros (quiçá, JUNTOS).</p>
	<p>E eles têm um glossário, meu amigo, que é a coisa mais irritante do mundo. Aí vão as cinco expressões utilizadas por este pessoal que, enfim, se acha mais supremo que qualquer outro profissional de qualquer outra área (detalhe: mesmo que seja uma guria recém saída do segundo grau em Arroio do Meio, feia pra burro e muito chata)</p>
	<p>GRAXA: é o refeitório. pra maioria dos trabalhadores brasileiros, um banquete. eu sei, porque me alimentei por ali por oito anos. mas pros adoradores de coxinha de galinha do Natalício, é graxa.</p>
	<p>FIRMA: pra não falar o nome da empresa, adotam este código simpático e irritante.</p>
	<p>MEIÃO: denominação para o pessoal que trabalha no meio da redação, geralmente menininhas de 20 anos que viram colírio para os olhares viagrados daqueles colunistas das antigas.</p>
	<p>CASE: em português, caso. é realmente um caso, alguém que tenha vivido determinada história e sirva para uma matéria. O ruim é quando até no msn eu leio: &#8220;ALGUÉM SABE UM CASE DE NÃO SEI O QUÊ&#8221;. Não, eu não sei e tome no cu, obrigado.</p>
	<p>FECHAMENTO: o horário em que (eu ouvi uma vez) NENHUM JORNALISTA PODE FAZER NADA. É ali pelas 19h. Eu sou jornalista e trabalho até às 18h. Logo, às 19h eu posso fazer alguma coisa sim.</p>
	<p>Tem mais um monte de palavras, mas deixei só as cinco mais irritantes. É, o rádio é mais honesto. Bem mais.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/16/o-glossario-mais-detestavel-de-todos/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>CUSPINDO NA CERTA</title>
		<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/10/cuspindo-na-certa/</link>
		<comments>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/10/cuspindo-na-certa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 03:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos</dc:creator>
		
	<category>comportamento</category>
		<guid>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/10/cuspindo-na-certa/</guid>
		<description><![CDATA[	Eu ando escrevendo pouco porque meus textos estão uma merda. É sério. Já escrevi muita coisa boa, mas hoje eles não fazem nem cosquinha naquilo que eu colocava, aqui mesmo no blog. 
	Meu sarcasmo anda contido, e era meu forte. Minha adjetivação exagerada anda pequenina. Meus superlativos estão ponderados. Prefiro a esquiva à minha cara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Eu ando escrevendo pouco porque meus textos estão uma merda. É sério. Já escrevi muita coisa boa, mas hoje eles não fazem nem cosquinha naquilo que eu colocava, aqui mesmo no blog. </p>
	<p>Meu sarcasmo anda contido, e era meu forte. Minha adjetivação exagerada anda pequenina. Meus superlativos estão ponderados. Prefiro a esquiva à minha cara a tapa. </p>
	<p>É o preço da maturidade, sem dúvidas. Mas eu acho que o que anda bloqueando a minha impetuosidade de outros tempos é o fato de eu entrar numa época em que cada vez mais é necessário minimizar os erros. </p>
	<p>Quando a gente tem vinte e BEM poucos, dá pra errar que tem um backup, que tem uma segunda, uma terceira chance. A permissão para errar vai se esvaindo conforme o nosso crescimento. Agora, a gente só vai na certa. Na boa. Sem cair de cabeça em qualquer coisa que a gente possa duvidar. O preço pelo erro pode ser irreversível.</p>
	<p>Confesso que aprendi muito com alguns pequenos e magistrais golpes que andei tomando por aí. A velha história da confiança é a mais pura verdade. Confiar é um ato de prova contínua. Quando há uma ruptura nisso, não tem mais volta. E é uma recíproca constante, eu certamente devo ter desapontado alguém. </p>
	<p>É esse medo de errar que faz com que eu &#8220;trate melhor as pessoas&#8221;, por incrível que pareça. Brigar tem seu preço. Aliás, absolutamente tudo tem seu preço. Então, vamos fazer que nem os velhos fazem. Tratar com a chamada educação moderada todo mundo, ser gentil sem entrar na casa da pessoa. É mais fácil e mais superficial.</p>
	<p>Acho que é por isso que meus textos andam sem graça. Tem tanta coisa importante pra se irritar, como o trânsito, as contas e o cansaço, que a gente perde a vontade de usar o sarcasmo como arma. É melhor usar a responsabilidade. Lá se vai um encanto, mas alguém venceu na vida sem os pés no chão?</p>
	<p>É, os textos não são os melhores. Foi-se o tempo que a metralhadora verbal disparava contra todo mundo. Pra não ser pego, deixa ela atirar num alvo certeiro.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/10/cuspindo-na-certa/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>INVERNO É PRA GENTE CHATA</title>
		<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/10/inverno-e-pra-gente-chata/</link>
		<comments>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/10/inverno-e-pra-gente-chata/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 03:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos</dc:creator>
		
	<category>porto alegre</category>
		<guid>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/10/inverno-e-pra-gente-chata/</guid>
		<description><![CDATA[	Minha avó fez aniversário no último dia 7 de setembro. Aliás, o aniversário da minha vó é uma marca sempre muito esperada por mim. É a data que marca a melhor fase do ano na minha opinião. O chamado &#8220;resto do ano&#8221;.
	Pensem bem sobre o 7 de setembro. Os primeiros dois meses são de atividade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Minha avó fez aniversário no último dia 7 de setembro. Aliás, o aniversário da minha vó é uma marca sempre muito esperada por mim. É a data que marca a melhor fase do ano na minha opinião. O chamado &#8220;resto do ano&#8221;.</p>
	<p>Pensem bem sobre o 7 de setembro. Os primeiros dois meses são de atividade parcial em praticamente tudo. Por mais que a gente negue, as coisas ainda giram em torno das crianças, pelo menos aqui em Porto Alegre. Sem aulas, a cidade não é tão viva. E mesmo que a gente não tire férias, sempre se dá um jeito de fugir da rotina dos dias de folga saindo para o litoral. Dois meses atípicos, uma eterna alta temporada. </p>
	<p>Março e abril são os meses de despedida do calor, para a imersão em um inverno absolutamente catastrófico, como sempre é o nosso. Chuvas, um frio lamentável, pessoas carrancudas, aquela velha depressão que só as pessoas tristes e sem alma gostam, que é o inverno. Ah, lindo pra dormir juntinho e pra engordar. Péssimo pra qualquer outra atividade. Uma simples ida à esquina te deixa com os pés molhados. Inverno pra mim continua sendo pra gente sem alma, sempre foi.</p>
	<p>Essa aflição dura maio, junho, julho e agosto. Quando chega setembro, agora, pelo meio, as árvores florescem, os pássaros cantam, os bichos sorriem e tudo passa a ter mais cor, mais saúde, mais vida. É incrível esta diferença. Uma movimentação saudável que espera o fim do ano.</p>
	<p>Além disso, é o início de uma seqüência excelente de feriados, que só termina no ano que vem. Ave, o verão tá chegando e eu não canso de dizer: inverno é pra gente chata.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/09/10/inverno-e-pra-gente-chata/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>GAUDÉRIOS</title>
		<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/29/gauderios/</link>
		<comments>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/29/gauderios/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 03:01:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos</dc:creator>
		
	<category>comportamento</category>
	<category>música</category>
		<guid>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/29/gauderios/</guid>
		<description><![CDATA[	Não sou tradicionalista pelo fato de que nasci, cresci e esculpi minha personalidade sob o céu cinzento da Assis Brasil e o máximo de gauchês que eu sentia era o cheiro de churrasco no domingo, o ônibus SARANDI-GAÚCHO e o rastro de bosta de cavalo deixado pelas carroças que cortavam a imponente avenida mais feia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Não sou tradicionalista pelo fato de que nasci, cresci e esculpi minha personalidade sob o céu cinzento da Assis Brasil e o máximo de gauchês que eu sentia era o cheiro de churrasco no domingo, o ônibus SARANDI-GAÚCHO e o rastro de bosta de cavalo deixado pelas carroças que cortavam a imponente avenida mais feia de Porto Alegre rumo aos pólos periféricos da GPA (principalmente Cachoeirinha, Gravataí e Alvorada).</p>
	<p>Meu crescimento foi eminentemente urbano. Cercado de videogame, futebol na rua, movimento intenso de veículos e poluição. Nada campestre, nada gauchesco. Por isso, não tenho a ousadia de colocar aqui minhas opiniões a respeito de um movimento que eu tenho pouco conhecimento. </p>
	<p>Entretanto, admiro o tradicionalismo e acho de extrema necessidade. A valorização das conquistas, dos hábitos e das tradições é sinal de reverência àqueles que construíram, seja do jeito que for, uma identidade específica para sua terra. E nisso, o Rio Grande do Sul é exemplo no país. Junto, talvez, com as tradições baianas e pernambucanas, com a fanfarronice carioca, que é uma delícia, e com as raízes sertanejas dos pantaneiros. </p>
	<p>Depois que eu percebi que a música era mais do que três notas e que havia alguma coisa além das guitarras, me enfiei num pequeno guia para principiantes da música gaudéria. Para o meu espanto, me deparei com uma música riquíssima. Com influências diretas das mais belíssimas canções latinas, com letras espetaculares, há muita coisa boa a ser conferida na música gauchesca. </p>
	<p>Claro que tem gente que fode tudo. Para deixar as coisas mais &#8220;ACESSÍVEIS&#8221;, um bando de gente que não sabe de nada misturou as coisas, botando até teclado de churrascaria e chamando num arrasta-pé forrozeiro mezzo brega que dá uma certa vergonha. Mas se formos no âmago, vale a pena descobrir mestres como Teixeirinha, Gildo de Freitas, Leonardo, Luiz Marenco, Mário Barbará e José Cláudio Machado. Gente que tem a manha, que lembram bardos, trovadores e blueseiros da melhor estirpe. Coisa fina.</p>
	<p>Juro que dá vontade de pegar o carro e varar este Rio Grande. Até deu vontade de tomar chimarrão. Deve ser coisa do inverno, só pode.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/29/gauderios/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>O SURTO QUE IRRITA</title>
		<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/17/o-surto-que-irrita/</link>
		<comments>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/17/o-surto-que-irrita/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 04:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos</dc:creator>
		
	<category>comportamento</category>
		<guid>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/17/o-surto-que-irrita/</guid>
		<description><![CDATA[	A internet me irrita. Me irrita profundamnte. É um monte de gente que simplesmente decidiu poupar a capacidade de raciocínio para se enfiar na frente de um computador pra fazer não sei o quê.
	Eu gostava da internet no início. Hoje, eu só uso por pura necessidade. Na verdade, a internet tem basicamente duas funções, primordiais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>A internet me irrita. Me irrita profundamnte. É um monte de gente que simplesmente decidiu poupar a capacidade de raciocínio para se enfiar na frente de um computador pra fazer não sei o quê.</p>
	<p>Eu gostava da internet no início. Hoje, eu só uso por pura necessidade. Na verdade, a internet tem basicamente duas funções, primordiais para o ser humano: masturbação e flerte. Sendo que a masturbação vem em primeiro lugar disparado.</p>
	<p>A punheta cibernética se dá das mais diversas formas. Talvez a mais corriqueira seja a punheta habitual. É estudo, os sites mais pesquisados no mundo são os sites de putaria. Putaria visual via internet é a glória para qualquer pervertido - ou curioso. É confortável, de certo modo segura (bem mais segura do que qualquer trepadinha de final e semana), relativamente barata e extremamente imaginativa. Qualquer fetiche que deixaria um cidadão com a consciência pesada feito um touro é realizado com dois cliques, num exercício de possibilidades que num mundo real ele jamais acharia (afinal, é difícil um pervertido se revelar).</p>
	<p>As outras formas de masturbação virtual são mais doentias e bem menos prazerosas. Principalmente quando alguns se revelam viciados no bagulho. É doença, não é legal, sabe. Aliás, qualquer manifestação de orgulho às avessas me irrita. </p>
	<p>E não é que dia desses descobri que tem gente que SURTA (sim, o termo é esse, SURTA) quando fica offline. É, quando dá alguma pane, quando falta luz, quando, sei lá, a tia quer usar o computador, a pessoa SURTA (o termo é esse).</p>
	<p>Hmm, deixa eu ver por aqui&#8230; Uma colega da minha mãe descobriu que a filha está com leucemia. Um amigo meu foi demitido e recém estava para se casar, sendo que agora vai ter que esperar, pois falta dinheiro. Colegas meus trabalham 15 horas por dia para poder chegar a uma grana legal no final do mês. Cada vez menos nossos amigos têm avós e cada vez mais nossos amigos são pais. Os impostos aumentam. Uma empresa tem uma carga tributária enorme, e isso conta quando é uma micro-empresa, que só quer prestar seviços. Ou melhor, só quer manter uma forma para receber a grana. Esse tempo tá uma merda. Esse trânsito tá uma merda. Essa gente tá uma merda. </p>
	<p>Mas eu não vi ninguém surtando. Agora, esse bando de nerd e feio, que passa o tempo todo na internet pra suprir a frustração de uma vida pessoal absolutamente medícore, que possuem uma incapacidade de ter qualquer tipo de carisma nas relações sociais, que não conseguem encarar de frente uma vida real. É, mas eles surtam quando ficam offline. SURTAM.</p>
	<p>Eu surto, mas não por isso. E quando eu surto, eu também não fujo, não vou para fora do país. Quando eu surto, eu volto depois, percebendo que o termo SURTAR deve ser preservado para ser utilizado num momento bem mais &#8220;surtável&#8221;. E quando há algum &#8220;surto&#8221;, depois eu me dou conta que é ridículo. Que é uma merda, as contas, a carga horária, as dores, a falta de grana, o mau humor. Mas que tudo isso passa, que tem uns colos tão bons pra gente deitar a cabeça e acalmar, por mais que fiquem magoados com a gente. Que gostar, amar, ser feliz, compensa estes eventuais surtos ridículos que acontecem.</p>
	<p>Agora, se for pra surtar, que seja por algo que mereça. Por ficar offline? Difícil entender. A não ser que esse pessoal seja pervertido virtual. Aí até vale. Se bem que é compreensível né&#8230; deve ser difícil pra essa gente comer alguém na vida real.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/17/o-surto-que-irrita/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>PLANTÃO SEM IR AO AR</title>
		<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/14/plantao-sem-ir-ao-ar/</link>
		<comments>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/14/plantao-sem-ir-ao-ar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 08:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos</dc:creator>
		
	<category>jornalismo</category>
	<category>saudosismo</category>
		<guid>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/14/plantao-sem-ir-ao-ar/</guid>
		<description><![CDATA[	Quando eu resolvi fazer jornalismo, eu queria escrever. Jamais me via como um jornalista do rádio. Para mim, o rádio ainda era um mercado exclusivo para aqueles vozeirões absurdos, com anos de treinamento, até chegar ao microfone. Também não queria fazer televisão. Confesso que quando entrei na faculdade, ainda nos anos noventa, repórter televisivo para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Quando eu resolvi fazer jornalismo, eu queria escrever. Jamais me via como um jornalista do rádio. Para mim, o rádio ainda era um mercado exclusivo para aqueles vozeirões absurdos, com anos de treinamento, até chegar ao microfone. Também não queria fazer televisão. Confesso que quando entrei na faculdade, ainda nos anos noventa, repórter televisivo para mim tinha que ser um pouco artista. Tem gente que confunde o cara que aparece na TV com um ator da Globo. Aposto que o Caco Barcelos dá mais autógrafo que o Márcio Kieling. E ele, em tese, tem a mesma profissão que eu, guardando as devidas proporções. É óbvio que ele tem muito mais talento que eu.</p>
	<p>Eu ouvia esses caras há muito tempo. Hoje, eu brigo com eles, tomo cerveja com eles, e até mando em alguns. Jamais pensei que seria assim. E jamais pensei que eu teria este dom de empresário/empreendedor/gestor. Mas eu comecei a juntar as peças e acho que minha trajetória não poderia ser outra a não ser esta.</p>
	<p>Dias desses olhei pastas antigas. Campeonato Brasileiro de 1993. Ninguém sabe, mas eu anotava tudo sobre os jogos. Com listas dos melhores. Por puro prazer pessoal. Aos 13 anos, eu já era plantão esportivo sem ir ao ar. E pasmem: meu método de organização não mudou em nada desde então. É a mesma coisa, as estatísticas, a organização funcional, as anotações. E tudo isso numa era em que não havia internet. Descobri que inconscientemente atuo profissionalmente numa metodologia empregada quando era ainda amador. </p>
	<p>E de repente, eu senti que minha profissão foi definida aos 13 anos. Aquilo que eu fazia como hobby seria meu ganha-pão quinze anos depois. O engraçado é que aquela brincadeira nunca chegou a ser cogitada como profissão. Na minha cabeça, seria um repórter musical, alguma coisa do tipo. Eu nem sei se eu seria bom nisso porque eu jamais tentei, de fato. </p>
	<p>É engraçado como as coisas acontecem quando a gente nem percebe. E como os sonhos, as brincadeiras, as diversões, te dão uma base para direcionar tua trajetória. Engraçado mesmo.</p>
	<p>Ah, eu volto a ter vida social dia 24/08. Até lá, esse horário.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/08/14/plantao-sem-ir-ao-ar/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>DE VOLTA AOS 80</title>
		<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/28/de-volta-aos-80/</link>
		<comments>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/28/de-volta-aos-80/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 04:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos</dc:creator>
		
	<category>comportamento</category>
	<category>brasil</category>
		<guid>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/28/de-volta-aos-80/</guid>
		<description><![CDATA[	Os anos 80 foram a década da ressaca. Com a Guerra Fria em decadência, com a paz e o amor fora de moda, com a sexualidade em geral banalizada, veio a porrada na mente daqueles que mudaram o mundo. Tudo tem seu preço. A década de 80 tratou de afundar de vez qualquer idéia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Os anos 80 foram a década da ressaca. Com a Guerra Fria em decadência, com a paz e o amor fora de moda, com a sexualidade em geral banalizada, veio a porrada na mente daqueles que mudaram o mundo. Tudo tem seu preço. A década de 80 tratou de afundar de vez qualquer idéia de mudança. Aquele garoto que queria mudar o mundo passou a assistir a tudo em cima do muro. E a culpa não foi dele. Ao invés do descompromisso, do amor entre os seres, o mundo entrou em um individualismo doentio, a necessidade de consumir, consumir tudo, da explosão dos eletrodomésticos, à disseminação da televisão em doses perigosas, do ímpeto americanóide da Wall Street, das doses largas de uísque e cocaína executivos, do orgulho em afrouxar a gravata no final do dia sabendo que fez tudo pela carreira e nada pela vida. Década desgraçada, em tudo. As pessoas eram mais feias, a moda era patética, a música foi uma merda, as relações se deterioraram. Tudo o que eles lutavam contra a ditadura chegava numa esfera piorada.</p>
	<p>No Brasil, por exemplo, essa ressaca foi evidente. Começou ainda com o resquício da putaria da disco, infernizada pela popularidade das boates, do pó e da Dancing Days. Ensaiou uma esperança morta, com as Diretas (que foi a maior derrota política nacional), com a ousadia das telenovelas e com a eleição de Tancredo Neves. Há de se ter um mártir, não? Tancredo morre, o país vai à falência, se fazem planos econômicos e se elege um santo milagroso que é a cara dos anos 80: Collor.</p>
	<p>Eu só não apago esta década porque considero que ela exerce o mesmo fascínio dos anos 60. Há toda uma riqueza de desgraças que encanta e assusta. Assusta porque eu não quero voltar aos anos 80. E temo que isso, em breve, possa acontecer. E o pior: com uma revolução em nome do nada. Há um paralelo estranho entre os tempos que vivemos e os anos 80. O individualismo se manifesta nas horas exageradas que, virtualmente, compramos, desejamos, nos comunicamos, nos informamos. Um &#8220;free love&#8221; se estabelece numa nítida relação de liberade excessiva com que os jovens crescem hoje. O esclarecimento nos permitiu diminuir as fronteiras entre os tabus. Há um &#8220;ninguém é de ninguém&#8221; que é uma tentação para qualquer pessoa em formação. Há também uma facilidade nas pessoas acharem que são muito mais do que elas realmente são. </p>
	<p>Se há alguns anos isso era necessário para quebrar uma caretice, hoje mais parece uma simples banalização. O importante é se divertir, custe o que custar. </p>
	<p>Sou favorável ao equilíbrio. &#8220;Disciplina é liberdade&#8221;, dizia o cara lá nos anos 80. Vinte anos depois, onde está a tal disciplina? Acho que voltamos a viver como há vinte anos atrás.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/28/de-volta-aos-80/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>A GRANA, A FAMA, O QUINTAL E O RELÓGIO</title>
		<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/26/a-grana-a-fama-o-quintal-e-o-relogio/</link>
		<comments>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/26/a-grana-a-fama-o-quintal-e-o-relogio/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 04:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos</dc:creator>
		
	<category>saudosismo</category>
		<guid>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/26/a-grana-a-fama-o-quintal-e-o-relogio/</guid>
		<description><![CDATA[	Dizem que quanto mais velho a gente fica, mais a gente se apega em qualquer coisa que não seja o que a gente pensava antes. 
	Cheguei a pensar que um dia eu pudesse viver de renda. Hoje a minha renda norteia a minha vida de uma maneira que não era exatamente aquela que eu imaginava. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Dizem que quanto mais velho a gente fica, mais a gente se apega em qualquer coisa que não seja o que a gente pensava antes. </p>
	<p>Cheguei a pensar que um dia eu pudesse viver de renda. Hoje a minha renda norteia a minha vida de uma maneira que não era exatamente aquela que eu imaginava. </p>
	<p>Cheguei a pensar que um dia eu seria famoso. Hoje, sei que fama não bota gasolina no posto. </p>
	<p>Cheguei a pensar que aqueles amigos seriam meus amigos pra sempre, que quando eu tivesse 30 anos, eu estaria com eles, as esposas, os filhos, num quintal esplendoroso, fazendo churrasco ao ar livre e tomando cerveja num domingo de tarde. Bom, eu já não falo com nenhum destes amigos. Alguns deles estão solteiros. Nenhum tem quintal. E eu também não tive por muito tempo domingos à tarde. </p>
	<p>Cheguei a pensar que eu ganharia aquele relógio de dez anos de serviços prestados. Hoje, eu até posso contratar alguém pra prestar serviços pra mim. E meu relógio eu comprei. </p>
	<p>É, acho que eu esqueci de planejar as reviravoltas desse mundo. As minhas e as deles.</p>
	<p>Entendo certamente que todas estes desvios de percurso são naturais. Toda aquela magia, aquela ilusão sonhadora da renda, da fama, do quintal e do relógio, esbarram em obstáculos bem mais fortes, que a gente com 15 anos, nem pensa. Para ter renda, é preciso negociar. Para ter fama, é preciso puxar (o saco ou o tapete). Para ter um quintal, é preciso fugir. Para ganhar o relógio, é preciso apanhar. Eu não negocio, não puxo nem fumo, moro em apartamento e resolvi revidar. É, fiquei sem grana, sem fama, sem quintal e sem relógio. </p>
	<p>E se eu quisesse tudo isso? Se eu quisesse a concretização daquele meu sonho de menino? E o meu sonho de pré-adolescente? E meu sonho de adolescente? E meu sonho adulto? Seria somente voltar a alguma data antes dos acontecimentos se dispersarem? </p>
	<p>Aí entra o tal do Efeito Borboleta, cpmo naquele filme. Para cada mudança de rumo significativa, há uma data que marca este feito. O início aparente das coisas não é o começo de tudo. É só o lançamento do foguete. A decisão dele ter sido lançado vem muito antes. </p>
	<p>Há uns dias, foi 13 de julho. No dia 13 de julho de 2007, ninguém imagina, mas foi quando tudo começou. E pior: não tive culpa. Mas aquele ato, aparentemente impensado, gerou uma série de conseqüências morais e (sim) profissionais. Eu tenho certeza absoluta que eu não estaria aqui se não fosse pelo dia 13 de julho. Nem aqueles dois estariam onde estão. Nem os outros que nem estavam ali. Minha vida mudou pela última vez no dia 13 de julho. E não no dia 11 de fevereiro, como a maioria pensa que foi.</p>
	<p>Não tenho nenhuma vontade em voltar no tempo pra mudar o dia 13 de julho. A data tratou de romper com absolutamente tudo que me envolvia. Eu deixo a minha parte como está, até porque, mesmo sem tudo isso, sem a grana, sem a fama, sem o quintal e sem o relógio, a gente dá um jeito e encontra a felicidade em coisas que eu nem teria se não fosse o 13 de julho. Palavra.</p>
	<p>Fora que eu já não tinha a grana, a fama e o quintal. Eu ainda poderia ter o relógio. Mas quer saber? O que eu comprei é muito melhor que o deles.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/26/a-grana-a-fama-o-quintal-e-o-relogio/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>ESSÊNCIA</title>
		<link>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/26/essencia/</link>
		<comments>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/26/essencia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 03:46:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos</dc:creator>
		
	<category>amor(?)</category>
	<category>literatura</category>
		<guid>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/26/essencia/</guid>
		<description><![CDATA[	Sabe que eu não sei se eu ainda sei andar de bicicleta. Não sei se eu sei, isso aí. Eu sabia, andava bem, tive todas as bicicletas, sabia o que era um CUBO. Sabe? Sei. Mas hoje, se eu subo numa bicicleta, eu consigo andar sem colocar as mãos no guidão ou guidom? Ou empinar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Sabe que eu não sei se eu ainda sei andar de bicicleta. Não sei se eu sei, isso aí. Eu sabia, andava bem, tive todas as bicicletas, sabia o que era um CUBO. Sabe? Sei. Mas hoje, se eu subo numa bicicleta, eu consigo andar sem colocar as mãos no guidão ou guidom? Ou empinar uma bike aro 14 (é isso?). Sei lá, talvez eu não suba nem numa montain bike. Tive duas, caloi e monark. Não sei.</p>
	<p>O fato é que andar de bicicleta não faz falta nenhuma. Dá uma coceirinha, de ver uns caras em forma pedalando na Redenção, com capacete, liberando endorfina e fazendo o dia ficar mais leve. Mas não é uma prioridade. Gostava de andar de bicicleta, mas dos grandes esportes que eu pratiquei, confesso que aquela bolinha semanal me traz mais lembranças boas. Definitivamente, nunca fui um adepto ferrenho da bicicleta.</p>
	<p>Fora que certas coisas esbarram no simples declínio físico. É lógico e óbvio. Não sou mais jovem. Fisicamente, aos 29 anos o que temos é uma curva descendente. Dizem que a vida começa aos 40, tem gente começando aos 50. No astral até pode ser. Agora, vai apostar uma corrida com alguém de 18 pra tu ver se consegue. É, fisicamente passou.</p>
	<p>Eu não sei se sei andar de bicicleta. Mas eu sei que eu sei escrever. E de tanto saber escrever, eu sei que é um dom que eu sempre saberei que tenho. Sabendo. </p>
	<p>É a tal da essência. As contas aumentaram, o tempo diminuiu. Vieram alguns quilos, outras responsabilidades. Mais responsabilidades. Mais compromisso. Só compromisso. E com toda essa carga de coisas preenchendo o dia, desisti de escrever. Tá, vai, umas notas sobre futebol. Mas este espaço, que servia como uma sessão de descarrego, de terapia, de desabafo, eu larguei. Mesmo sabendo fazer, achei 2 mil razões pra abandonar.</p>
	<p>E só achei uma pra voltar: meu texto. Mesmo que eu tenha pouquíssimos leitores, que meu papo egoísta não acrescente nada pra ninguém, que eu reclame mais do que elogie, que a vida oferece trocentas coisas mais interessantes que um espaço chamado &#8220;METRALHADORA VERBAL&#8221;, eu gosto do meu texto. E senti saudades do processo de fabricar este meu texto. É essência. Não sai de mim. Nunca vai sair. Ainda que eu não receba um tostão por isso aqui, tenho uma sensação de que eu sei fazer bem essa joça. E mais do que fazer bem, esse troço me faz bem. E sabotar toda essa essência, apesar de ter tentado (e muito!), é uma atrocidade que eu não posso fazer comigo. </p>
	<p>Eu não tenho mais pernas para pedalar como antigamente. Mas ainda tenho tesão por escrever. Sempre será um dom. Essência. </p>
	<p>É, ao que parece, meus amigos, estou de volta.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://metralhadoraverbal.blogsome.com/2008/07/26/essencia/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
	</channel>
</rss>
